sexta-feira, fevereiro 05, 2010

CAMPEONATO PARANAENSE - SUB 08 A SUB 18 - ETAPA DE PIRAÍ DO SUL



Dias 20 e 21 de fevereiro Piraí do Sul será sede de umas das etapas classificatórias para a final do Campeonato Paranaense de Xadrez nas categorias de 08 a 18 anos.

A Federação de Xadrez do Paraná (FEXPAR) começa neste mês as fases classificatórias para apurar os finalistas do Festival Paranaense de Xadrez para menores de 18 anos. Como já é tradição, uma das etapas será realizada em Piraí do Sul.
No dia 20 de fevereiro serão realizados os torneios nas categorias sub 08, sub 10 e sub 12 e no dia 21 serão realizadas os torneios para o sub 14, sub 16 e sub 18.
O coordenador da modalidade de xadrez do município Maurides Júnior destaca que Piraí ja tem 10 classificados para a final e que com esta etapa na cidade espera classificar pelo menos mais 5 enxadrístas, mas não será uma tarefa fácil pois outros municípios sempre aparecem para prestigiar nossa etapa e trazem grandes talentos.
Para o Secretário de Esportes e Lazer de Piraí do Sul, Prof. Acácio Pucci Júnior, "é gratificante poder realizar eventos desta importância no Município, ainda mais envolvendo crianças e adolescentes e com a parceria de uma importante Federação esportiva como a FEXPAR".
A competição será realizada no Clube Municipal de Xadrez Prof. Hélio Saldanha e começam as 14h (no sábado, dia 20/fev) e as 09h (no domingo, dia 21/fev).

Destaques:

Folder da Competição.

Regulamento da Etapa.

PARTICIPE!
PROMOÇÃO: FEDERAÇÃO DE XADREZ DO PARANÁ / UNESXPI
REALIZAÇÃO: PREF. MUN. DE PIRAÍ DO SUL / SEC. DE ESPORTES E LAZER
DIVULGAÇÃO: SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO / BLOG XADREZ PIRAI

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

10 PERGUNTAS PARA O PROFESSOR CATITO.

Iniciamos o mês de fevereiro entrevistando o novo Secretário de Esportes e Lazer de Piraí do Sul, Professor Acácio Pucci Júnior, mais conhecido pelo apelido de catito.
Ele nos conta suas lembranças do tempo que ainda era atleta, do carinho que tem pela profissão, do respeito pelo Professor Rubem Duarte em quem sempre se espelhou para ser um grande profissional, conta como surgiu a paixão pelo atletismo e quais seus planos para a pasta.


1. Quando começou a se interessar por esporte?
R:
Me interesso desde criança. E quando entrei no Ginásio (Colégio Jorge Queiroz Netto), de 5.ª a 8.ª séries o interesse aumentou e isso se deve muito ao fato que tive o Professor Rubem Duarte como grande incentivador. Graças ao esforço e a dedicação deste professor é que veio o interesse. Ainda hoje procuro me espelhar nas atitudes deste grande profissional.

2. Quando surgiu a paixão pelo atletismo?
R:
Após ter feito teste de Cooper (método desenvolvido pelo Dr. Kenneth Cooper) no 2.º ano da faculdade de Educação Fisica na Escola de Educação Fisica e Desportos do Paraná e com a febre nacional do sistema cooper, que aprendi com um professor chileno, não me recordo o nome agora, enfim, neste teste consegui uma ótima marca, e a partir de então comecei a me dedicar ao atletismo. Meu primeiro registro da prática de atletismo foi em 17/12/1974. Em 31/01/1984 fundei o Clube dos Corredores de Piraí do Sul e agora em 2010 completo 36 anos na prática do atletismo.

3. Fale um pouco sobre o esporte em Piraí do Sul na sua infância e adolescência.
R:
Na época existiam os Campos da Baixada e do Corinthians para jogar futebol. Os testes de atletismo eram feitos pelo Professor Rubem na Rua Julieta Veiga Queiroz. As provas de saltos e arremessos eram feitas na Escola Leandro Manoel da Costa. Existia também a quadra da chevrolet (quadra de tijolinho pintado). Lembro-me também da quadra do Clube União (atual rotary club) onde praticavámos várias atividades esportivas. Apesar das instalações precárias da época, comparado com os dias de hoje, eram muitos melhores. Tinhamos seleções de todas as modalidades, das quais destaco, basquete, voleibol, salão e campo, que era o esporte mais praticado na época. Inclusive Piraí do Sul foi a primeira cidade a ser convidada a participar dos Jogos da Primavera.
Hoje em dia com o advento da internet o jovem infelizmente prefere ficar na frente do computador do que praticar algum esporte.

4. Quem foi sua referência no esporte?
R:
Como professor foi Rubem Duarte e como atleta o professor Válter Lopes. Me espelho muito nestas pessoas.

5. Pra você qual foi o momento mais marcante em sua vida esportiva?
R:
É complicado explicar isso. Mas vamos lá... houve muitos fatos... mas o mais marcante foi o fato de ter me formado em Educação Fisica. Isso me marcou muito, porque agora eu iria poder transmitir aos alunos tudo que tive como atleta. Esse foi o fato mais marcante pra mim.

6. Qual sua opinião sobre o Projeto Xadrez Itinerante que pode ser implantado em Piraí do Sul neste ano?
R:
Idéia excelente. Enquanto eu estiver a frente da Secretaria de Esportes terá todo o meu apoio. Inclusive gostaria de fazer isso com as outras modalidades. (Nota do blog: O projeto Xadrez Itinerante visa levar o xadrez às escolas rurais do Município). Nossas escolas de fundamentação atendem a demanda da cidade. Na área rural falta um pouco disso. Esse projeto pretende levar um pouco do esporte às áreas rurais.

7. Por que você acha que o Xadrez deu tão certo em Piraí do Sul?
R:
Na minha opinião foi graças ao empenho e dedicação do Professor Maurides Júnior. Não tem outra explicação. É claro, há que se levar em conta os apoios que aconteceram, principalmente da prefeitura municipal. A mesma dedicação e amor que tenho pelo atletismo o Maurides tem pelo xadrez. E isso só poderia dar no que deu. Não vejo outra pessoa em condições de tocar a modalidade a não ser o Maurides. É uma pessoa com a qual me identifico muito porque é empenhado, acredita naquilo que faz, corre atrás, e sempre busca o melhor para a sua modalidade. Isso tudo somado fez com que o xadrez se tornasse uma das modalidades mais vitoriosas em Piraí.

8. O xadrez é considerado um esporte, inclusive contemplado em programas do Ministério dos Esportes e integrando as grades curriculares de algumas faculdades de Educação Física. Um dos papas da Educação Física no Brasil, o professor Nuno Cobra, o define “ xadrez é um esporte muito amplo, pois o cérebro “maquina” o tempo todo e assim abre outras áreas de programação mental de raciocínio, ampliando as conexões inter-neurais”. Quando você passou a encarar o xadrez como esporte?
R:
Tenho comigo que esporte é vida, e não há vida sem atividade cerebral, o xadrez potencializa o exercício mental deixando o seu praticante mais consciente, com maior poder de concentração e desta forma faz com que o atleta fique mais atento a tudo, não somente no xadrez, mas em várias atividades, sejam elas de carater esportivo ou não. Além disso, o xadrez demonstra uma organização e um nível de competitividade existente nas outras modalidades esportivas.

9. De uma maneira geral quais os seus planos para o esporte piraiense?
R:
O esporte piraiense irá crescer através de eventos esportivos. No meu entender o único caminho é a prática em todas as modalidades e em várias faixas etárias. Basicamente iremos realizar vários eventos no ano. Procuro seguir o jargão “a prática leva à perfeição”, ou pelo menos perto dela. Pretendo trabalhar com planejamento, procurar me antecipar aos fatos, inclusive já estamos trabalhando nos JEPSUL, Jogos Escolares de Piraí do Sul, em parceria com a Secretaria de Educação, que pretendemos realizar em outubro.
Quero ainda buscar parcerias com outras secretarias municipais e promover caminhadas ecológicas, com apoio da secretaria de saúde, a prova Frei Galvão com apoio da Secretaria de Turismo e Secretaria de Cultura, entre outros eventos que estamos estudando.

10. Que conselho você daria aos jovens com relação à prática esportiva?
R:
Corra! Procure o esporte que você mais goste, aquele que lhe da mais alegria e pratique. Mas independente do esporte, conciliar com um esporte aeróbico. O atletismo é um bom exemplo, todos os dias existem informações sobre os benefícios que a modalidade oferece. Além disso, o esporte afasta o jovem das drogas, dos maus costumes.
Pratique uma modalidade e você verá os ótimas consequências. Evite as más companhias, evite fumar, beber, enfim mexa-se! O esporte sempre será uma ótima opção!

Agradecemos ao Professor Acácio Pucci Jr (Catito) pela entrevista e desejamos a ele toda a sorte e tranquilidade para colocar em prática suas ideias frente à Secretaria de Esportes e Lazer de Piraí do Sul


No mês de março os entrevistados serão os Campeões Paranaenses de Xadrez Feminino (Cíntia Rocha Leão) e Absoluto (Ernani Choma).

ERNANI CHOMA CONQUISTA O CAMPEONATO PARANAENSE!


De forma invicta e totalmente convincente o jovem campeão Ernani Choma conquista o título mais importante do Paraná pela quarta vez, as outras conquistas foram nos anos de 2003, 2004 e 2005.
O Campeonato Paranaense Absoluto aconteceu de 26 a 31 de janeiro nas dependências do Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba. O evento é promovido todo ano pela Federação de Xadrez do Paraná. Além de jogadores da cidade sede, participaram enxadrístas das cidades de Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Campo Mourão, Paranavaí, Ponta Grossa e Piraí do Sul.
Maurides Júnior e Sérgio Busquete foram os representantes da cidade no paranaense. Eles contam que fizeram um pontuação dentro de suas expectativas e buscavam mesmo a chance de poder obter rating Fide. Sérgio precisa de meio ponto em 4.0 para ratificar seu rating internacional, enquanto que Maurides Júnior precisa de 1 ponto em 6.0 para ter seu rating fide.
No mês de março será publicada no blog uma entrevista com a campeã do Feminino Cíntia Rocha Leão e com o campeão do absoluto Ernani Choma.

Conheça todos os Campeões Paranaenses Absoluto até 2008.

Veja aqui o resultado final.

Algumas fotos do evento: 01 02 03 04 05

MAGNUS CARLSEN É O GRANDE VENCEDOR DO TORNEIO DE CORUS!!


O jovem e talentoso Magnus Carlsen sagrou-se o grande vencedor do Torneio Corus em Wijk aan Zee (Holanda - 15 a 31/01) depois de empatar sua partida contra Fabiano Caruana. Kramnik havia empatado com Sergey Karjakin depois de 21 movimentos. Na coletiva de imprensa, Carlsen comentou que a vitória é importante, mas que seu objetivo principal, como sempre, era realizar bonitas partidas e opinou com modéstia que ainda faltam muitas coisas para melhorar.
Veja os resultados finais e todas as partidas do Torneio de Corus 2010 no site da Chessbase.com.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

CINTIA LEÃO É A NOVA CAMPEÃ PARANAENSE!


A jovem enxadrísta representando a cidade de Campo Mourão é a nova campeã paranaense. Cintia fez os mesmos 6.0 pontos da representante de Paranavaí Imyra Tavares, mas obteve um melhor desempate.
Veja o resultado final.

PARABÉNS À JOVEM ENXADRÍSTA!!

sexta-feira, janeiro 22, 2010

10 PERGUNTAS PARA PROFESSOR AMAURI REDIGOLO.


Nosso primeiro entrevistado de 2010 na coluna "10 perguntas para..." é o Profissional de Educação Física e Árbitro de xadrez Amauri Redigolo, que recentemente teve homologado o título de Árbitro da Fide pela entidade máxima da modalidade. Nesta entrevista bem humorada, Amauri nos revela como foram os seus primeiros passos na arbitragem, boas histórias, relação da educação fisica com o xadrez entre outros assuntos. O Professor Amauri reside em Apucarana.

1. Quando começou a se interessar pelo xadrez, organização e arbitragem?
R: Em 1996, um diretor de colégio pediu para que eu treinasse a equipe de xadrez da entidade, mas eu era leigo no esporte. Partindo desse ponto, tive que me virar e aprender (um pouco) para depois ensinar. Então minhas equipes começaram a me levar em vários eventos e aí apareceu a necessidade de aprender cada vez mais. Eu tinha uma enorme dificuldade em achar as “regras” do Xadrez e não aceitava o “achismo” que me falavam “...acho que é assim ou assado”. Então, em 1999 fiz um curso de arbitragem em Londrina com o AI Estevão Tavares Neto, valendo como árbitro CBX. Ao término do curso, fui aprovado como Árbitro Auxiliar. A partir daí, minhas equipes se destacavam na região, mas eu só arbitrava eventos caseiros de Apucarana e no Estado de São Paulo, sempre a convite do AI Estevão. Lembro-me que Jomar Egoroff de Maringá me convidou para arbitrar o Paranaense sub 21 (se não me engano foi em 2001) e lá conheci o AI Claudio Tonegutti – Presidente da FEXPAR e me apresentei a ele. Ele disse: “...se você arbitra em São Paulo e é árbitro CBX, tem que arbitrar no Paraná!” e me colocou na equipe de árbitros da entidade. Neste evento também, conheci Ciro Pimenta que conduzia o paranaense com maestria e ali (acredito) tenha sido o início de tudo, com AI Tonegutti, Jomar Egoroff e Ciro Pimenta.

2. Teve o incentivo de alguém? Inspirou-se em algum árbitro para seguir carreira?
R: Sim, tive sim. Na realidade tive incentivo de muitas pessoas. Principalmente de meus atletas, algumas vezes ensinei regras erradas ou incompletas para eles. Mas, as pessoas que me apoiaram foram (espero não esquecer ninguém) e em ordem cronológica dos fatos:
Ronaldo Borges (Rolândia), que no início de tudo me disse: “Professor, o senhor já prejudicou demais as suas atletas. Não faça mais nada sem antes perguntar pra mim se está certo. Elas são muito fortes para o senhor ficar fazendo isso com elas...kkkkkkkkkk; AI Estevão Tavares Neto, meu MESTRE e amigo, que me ensinou e acreditou em meu potencial. Convidando-me a arbitrar em seus eventos em São Paulo e região; Hercílio Ermel Junior, organizador do curso de árbitros em Londrina;
Meu irmão Jomar Egoroff, que me convidou para arbitrar o Sub 21 em Maringá;
Meu irmão Ciro Pimenta de Curitiba, que no sub 21 confiou na minha capacidade e me ensinou muito. E me deu a honra de vir arbitrar um Paranaense de Menores em Apucarana; AI Tonegutti, que com sua peculiar gentileza e educação, me incluiu no quadro de árbitros da Fexpar; GMI Jaime Sunye Neto, que me oportunizou a implantação do Centro de Excelência de Xadrez em Apucarana; Meu irmão Paulo Virgílio Rios de Curitiba, que veio em Apucarana arbitrar um Paranaense de Menores e mais aprendizado com ele; Meu irmão Willian Yano de Paranavaí, que em um Jocop’s em Apucarana me disse grandes e inesquecíveis palavras de incentivo; Meu irmão Prof. Pedro Caetano de Foz do Iguaçu, nos conhecemos em Faxinal do Céu e depois disso trabalhamos muito juntos e algumas normas de AF obtive ao lado dele (seria muito justo e merecido que o nome dele também estivesse na relação de AF, mas tenho certeza que ele será muito em breve); Meu irmão Rogério Santos de Paranavaí, que me ensinou muito sobre os programas de emparceiramento e me oportunizou a arbitragem da minha primeira norma de AF em um IRT em Paranavaí; AI Antonio Bento VPT-CBX (Vice Presidente Técnico-CBX), que em seu trabalho “Questões de Arbitragem” participei e aprendi muito. Espelhei-me em todos acima citados e gostaria de deixar à eles minha eterna gratidão.

3. Qual ou quais você considera as principais características do bom árbitro?
R: Um bom árbitro deve estar sempre atualizado nas Leis do Xadrez e saber quando aplicá-las. Ele deve saber que as Leis são feitas para os jogadores de alto nível (GMI, MI, MF, etc), mas que devem ser utilizadas também nas categorias de base. Ter discernimento em suas decisões e se ele “também” for jogador “da ativa”, deve sempre que, atuar como árbitro, esquecer que é jogador. A visão do jogador é diferente da visão do árbitro. Mas ambas devem ser levadas em consideração visando o bom andamento do evento.
Aprendi com AI Estevão, que todo árbitro deve saber jogar bem Xadrez, mas não é necessário que ele seja um campeão para saber arbitrar, são coisas muito distintas.

4. Na sua visão como anda a arbitragem e a organização de eventos enxadrísticos no Estado do Paraná?
R: Já faz algum tempo que tenho viajado por alguns Estados para arbitrar e posso, com segurança, afirmar que o Paraná está muito além dos outros estados. Falo com propriedade que os eventos realizados em nosso estado são de alto nível, assim como o quadro de árbitros da Fexpar e CBX/PR.

5. Qual a sua opinião com relação a 10.2? Sem dúvida, uma das campeãs das polêmicas.
R: Esse é um artigo que a FIDE deve retirar em breve das Leis do Xadrez. E a polêmica, geralmente acontece, quando o jogador quer utilizá-la como último recurso, tentando evitar uma possível derrota. O árbitro deve acompanhar a partida e ter sua decisão, mas geralmente o jogador que perdeu quer que o árbitro interprete seu raciocínio ou seus argumentos. O que aprendi e me ajudou muito é que, se na posição final há possibilidades de ERRO por parte de ambos os jogadores, a queda de seta determina o vencedor. Isso se ele utilizou de meios legais para vencer a partida.

6. Você é profissional de Educação Física (CREF 001730-G/PR) qual a relação que você traça entre a educação fisica e o jogo de xadrez?
R: Minha felicidade é ver que o Xadrez está deixando de ser um recurso para dias de chuva e sim um jogo e um esporte para utilização em todo planejamento anual de aulas. Mas lamento o fato de Faculdades de Educação Física e professores de Educação Física e até mesmo o Conselho Regional de Educação Física (a não ser pelo recebimento da anuidade do Cref) ainda não darem muita atenção a esta modalidade esportiva.

7. Por incrível que pareça ainda existem pessoas que não consideram o xadrez como um esporte. O que você pensa sobre isso?
R: Penso que elas não tiveram a capacidade e o privilégio de aprender a jogar Xadrez e desse modo é mais fácil menosprezar o jogo do que a própria inteligência.

8. Em 29 de dezembro a CBX publicou em seu site novas medidas (comunicado n.º 53/2009) que pretende tomar com relação aos árbitros que não pagam suas anuidades. Qual a sua opinião?
R: Acho que antes de tomar essa medida, a CBX deveria convocar (nominalmente) os árbitros, saber se ainda se interessam pelo título e ofertar para eles um curso de capacitação/atualização. Mas concordo com a CBX em querer atualizar seu quadro de árbitros. Em relações anteriores constam nomes de árbitros já falecidos, inativos ou tiveram seu nome incluído apenas por fazer o curso e nunca atuaram. Infelizmente no nosso país, as coisas só funcionam quando temos que mexer no bolso.

9. Quais seriam neste momento seus maiores anseios na profissão de árbitro?
R: Eu sempre determino metas e tento crumpri-las dentro do prazo por mim estipulado. Foi o que fiz em 2005 quando cheguei a AN. Queria ser AI até 2014, nesta época não havia AF e fui atrás das normas necessárias. Assim que consegui as normas em 2008, a FIDE mudou os requisitos e implantou o “Árbitro FIDE” antes de AI. E então precisei de mais uma, quando finalmente consegui no início de 2009, a FIDE estipulou que para ser AF e AI seria necessária a participação e aprovação no “FIDE Arbiters’ Seminars” que participei no Rio de Janeiro, junto com o professor Pedro de Foz do Iguaçu, ambos fomos aprovados.
Mudei a meta para 2016 para ser Árbitro Internacional, mas antes disso quero ver o Brasil sediando muitos eventos internacionais e quero participar deles. Quero também que mais árbitros do Paraná ingressem na CBX e na FIDE. Fiquei triste em ver meu nome, como única solicitação do Brasil para o “FIDE Titles Awarded at the Bursa Presidential Board 1/2010”, não havia pedido para GMI, MI, MF, AI etc. É ruim para o Xadrez do Brasil. Sei que temos potencial para mais, muito mais.
Mas gostaria de participar do Mundial de Xadrez que acontecerá em 2011 no Rio de Janeiro. Vou me dedicar muito para isso, estudar bastante e quem sabe serei escalado.

10. Que conselho você daria para quem pretende ingressar na carreira de árbitro ou organizador de eventos enxadrísticos?
R: Existe um ditado esportivo que diz: “Se ganhei é porque sou bom, se perdi é que o árbitro me prejudicou”. Não é fácil a vida do árbitro, jogadores sempre tentam achar um erro em suas decisões. É até legal de ver vários jogadores discutindo sobre os fatos ocorridos. E digo que, na maioria das vezes, eles não concordam, mesmo quando você está baseado nas Leis da FIDE. Aceite que errou e não se envergonhe de voltar atrás em uma decisão tomada. O mais bonito da arbitragem do xadrez e poder corrigir um possível erro, mesmo após o término da partida ou do evento. Isso não pode ocorrer no futebol, por exemplo, se foi ou não pênalti, escanteio, falta, gol... A decisão do árbitro é definitiva, mesmo que errada. No xadrez podemos corrigir e assim terminar o evento com a melhor sensação de dever cumprido.
Lembre-se sempre que uma equipe de arbitragem trabalha junta. Um erra, todos erram. Honre sempre seus companheiros árbitros. Não apenas vista a camisa, mas sim SUE a camisa que vestiu, seja ela da sua cidade, da FEXPAR, CBX ou FIDE. Zele por seu nome, por sua equipe e por sua Federação. Não espere recompensa de ninguém, apenas termine o evento com a sensação de dever cumprido (já falei isso). Seja honesto, não misture amizade nas suas decisões, seja o mais imparcial possível.
No caso de organizador de eventos, esteja preparado para prejuízos financeiros e muita reclamação. Vão falar das mesas, cadeiras, peças, tabuleiros, iluminação, ventilação, dos banheiros, do café, dos árbitros, dos alojamentos, dos hotéis, do dia, da noite, do sol, da chuva. Reclamam de tudo, principalmente os que perdem. Mas lembre-se, dificilmente os que reclamam, fazem ou são organizadores de torneio. Então faça seus torneios cada vez melhores, saiba aproveitar as críticas a seu favor, corrija e aprimore seus eventos. E pela 3ª vez, saia com a sensação de dever cumprido. É a melhor recompensa.

Fica aqui o agradecimento da família Xadrez Piraí ao grande árbitro e amigo Professor Amauri Redigolo por ceder um pouco do seu tempo e nos presentear com esta entrevista.

Nosso entrevistado no mês de fevereiro será o Secretário de Esportes e Lazer de Piraí do Sul, professor Acácio Pucci Júnior (Catito).

quarta-feira, janeiro 20, 2010

PARABÉNS GEOVANA!



Parabenizamos a enxadrísta GEOVANA MARCHIORI, a mais nova acadêmica do curso de Direito da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Geovana passou em 1.º lugar na Faculdade União e em 6.º lugar na UEPG.
Desejamos muito sucesso e alegrias nesta nova fase da sua vida.
Fraternal abraço da família Xadrez Piraí!

terça-feira, janeiro 19, 2010

PROFESSOR AMAURI REDIGOLO


Registramos aqui nossa homenagem ao agora Árbitro Fide Prof. Amauri Redigolo. Mais um bicho do Paraná e profissional de educação fisica de grande e reconhecido sucesso.
PARABÉNS!
Veja no site da Federação Internacional de Xadrez a homologação do título.