terça-feira, julho 12, 2011

JOMAR EGOROFF - NOVO MESTRE FIDE! SALVE O IMPERADOR!

Jomar Egoroff conseguiu adicionar mais um título ao seu vasto currículo, o de Mestre da Federação Internacional de Xadrez - Mestre Fide, e agora passa a fazer parte de uma seleta categoria mundial.

Confira na página daFIDE.

Morador de Maringá, Jomar "imperador" Egoroff é hepta-campeão paranaense absoluto de xadrez, campeão brasileiro universitário, além de vários títulos dos Jogos Abertos do Paraná e torneios abertos. Professor de xadrez e técnico das equipes maringaense nos Jojup´s, Jomar atua também como árbitro da FEXPAR.

Para conseguir o título de MF, Jomar teve que somar 2.300 pontos de rating internacional, bastando agora apenas a homologação da entidade máxima do xadrez Mundial - FIDE.
Agora as atenções se voltam para Paulo Palozi, paranaense o mais perto a conseguir o título de MF e do MF Ernani Choma, perto de conseguir o título de MI - Mestre Internacional.

Fonte: Fexpar

sexta-feira, julho 08, 2011

segunda-feira, julho 04, 2011

GM CUBAS VENCE O ABERTO DO BRASIL VICTOR ADAMOSWSKI

Matéria escrita por Johnny Katayama.

Acompanhe a repercussão do evento também no site Chessbase.


Um desempenho digno de campeão. Com 7 vitórias em 7 jogos e partidas magistrais contra GM Everaldo Matsuura, GM Giovanni Vescovi e GM Alexandr Fier, o paraguaio GM José Fernando Cubas superou todos que eram apontados como favoritos no início do torneio e venceu de forma incontestável o Aberto do Brasil Victor Adamowski, em Maringá.

Confira agora a retrospectiva das rodadas:

Tablas

A 4ª rodada começou com confrontos interessantes nas mesas de cima. No T1, o MI argentino Leandro Perdomo colocou à prova o xadrez consistente do GM Giovanni Vescovi. A partida – uma das últimas a terminar na rodada – foi acompanhada por uma pequena multidão que se aglomerou em torno da mesa, acompanhando cada movimento. Em determinado lance, Vescovi refletiu aproximadamente 50 minutos antes de efetuar seu movimento. Em um final de cavalo & torre do brasileiro contra a dama do argentino, a partida, enfim, terminou empatada.

Curiosamente, o outro argentino no torneio também terminou com um empate. Jogando no T2, o GM Sandro Mareco enfrentou o atual campeão paranaense MF Ernani Francisco Choma. O curitibano deu trabalho e garantiu um importante resultado no torneio, mantendo-se próximo ao pelotão de frente.

Já nos tabuleiros 3, 4 e 5, o GM paraguaio José Fernando Cubas, o maringaense (atualmente federado por São Paulo) GM Everaldo Matsuura e o GM Alexandr Fier também somaram mais uma vitória no torneio.

O destaque da rodada fora do pelotão de frente ficou novamente com Lucas Henrique da Silva, de Londrina, que novamente conquistou uma vitória sensacional, desta vez em cima do MF Bolívar Ribeiro Gonzalez.

E começa a “Galopera”

O show do GM Cubas começou mesmo a partir da 5ª rodada. Sobraram apenas 2 atletas com 100% de aproveitamento: GM Cubas e GM Matsuura, que se enfrentariam nesta rodada.

Na partida mais linda do torneio, uma posição dinâmica com fortíssimos ataques para ambos os lados, a torcida ficou atenta ao menor movimento dos atletas, esperando o desfecho final. O jogo esquentou os 9º do inverno maringaense. O dono da casa partiu para o ataque primeiro, mas acabou sofrendo um contra-ataque decisivo, um arremate digno de Grande Mestre por parte do GM Cubas, e Matsuura cedia sua única derrota na competição. Já o paraguaio mantinha sua performance impecável, mantendo-se como o único invicto da competição.

No T2, ao lado, GM Giovanni Vescovi tentava superar o MI Francisco Ricardo Terres Trois, um dos atletas acima de 60 anos do torneio. Trois deu trabalho ao número 1 do Brasil, levando a partida para um final difícil e emocionante, agitando ainda mais os ânimos da torcida já brindada com a vitória avassaladora do GM Cubas. No fim, prevaleceu o pensamento do poeta underground Cazuza: “o tempo não para”. E não parou mesmo. Trois estava inferior no jogo, mas o tempo do jogador acabou e ele acabou perdendo.

Quanto vale um peão?

De acordo com a teoria das trocas, os iniciantes – e até mesmo alguns intermediários – diriam que vale 1 ponto. No entanto, entre enxadristas experientes, a resposta pode ser muito mais complexa. Foi a lição que o Grande Mestre Cubas ensinou ao público presente no ginásio da AFMM (Associação dos Funcionários Municipais de Maringá), na manhã de ontem.

Enfrentando o GM Giovanni Vescovi, o jogador número 1 do Brasil, o paraguaio deixou um peão para o adversário. Com o público já aglomerado em volta do T1 assistindo ao jogo, já era possível ouvir os comentários: “ele perdeu um peão”.

Ledo engano! A compensação pelo peão perdido foi um ataque arrebatador, brutal e sem chances de defesa. O que era barato, acabou saindo caro para Vescovi, que nada pode fazer para conter o avanço do paraguaio, que venceu mais uma à la Cubas e partiu para a rodada final com 6 pontos em 6 jogos, 100% de aproveitamento.

Paralelamente, no T2, GM Fier e GM Mareco se enfrentavam para definir quem seria o desafiante de Cubas na última rodada do torneio. Um empate entre ambos praticamente selaria a vitória antecipada do paraguaio no torneio. Fier levou a melhor, superando Sandro Mareco e garantindo sua vaga na “final”.

Foi num baile em Assuncíon, capital do Paraguai…

A 7ª rodada foi uma verdadeira final de campeonato. O GM Fier, único jogador com pontuação suficiente para superar GM Cubas no torneio, era o adversário do paraguaio na última rodada do Aberto do Brasil de Maringá. Ou seria Assunção?

O carisma e a humildade de José Fernando Cubas conquistaram jogadores e torcedores, locais e de todo o país. Após a dura batalha contra o número 1 do Brasil, GM Vescovi, Cubas aceitou de bom grado realizar o sonho de uma jovem menininha que estava presente no local: jogar uma partida contra um Grande Mestre. Durante o jogo, ele não se limitou apenas a mover as peças, parava a partida, explicava os conceitos básicos do xadrez, instigava a menina a raciocinar antes de mover as peças, enquanto brindava o grupo de curiosos que estava assistindo com histórias sobre sua carreira no xadrez.

Na última partida do torneio, GM Fier e GM Cubas jogaram uma partida equilibrada, com igualdade em todos os aspectos. Dois jogadores de estilo ofensivo. Dentro do tabuleiro, bastou um descuido do brasileiro para que Cubas tomasse o controle do jogo, obrigando o adversário a sacrificar uma peça a troco de dois peões. O paraguaio então administrou a pequena vantagem, minando aos poucos as chances de vitória do adversário, até que Fier abandonou a partida: GM Cubas campeão, com 100% de aproveitamento!

O GM Everaldo Matsuura, nascido em Maringá, acabou ficando com o 2º lugar, com 6 pontos, sofrendo apenas 1 derrota, justamente para o campeão José Fernando Cubas.

Confira a lista de premiações:

TOP 5

1º Lugar (R$ 3 mil): GM José Fernando Cubas – PARAGUAI

2º Lugar (R$ 2,2 mil): GM Everaldo Matsuura – BRASIL

3º Lugar (R$ 1,4 mil): GM Alexandr Fier – BRASIL

4º Lugar (R$ 1,1 mil): GM Sandro Mareco – ARGENTINA

5º Lugar (R$ 900): MI Leandro Daniel Perdomo – ARGENTINA

ABERTO DO BRASIL HOMENAGEIA VICTOR ADAMOWSKI!

Veja o que representa Victor Adamowski para o Xadrez paranaense em especial para o xadrez de Maringá em entrevista concedida à Johnny Katayama, com colaboração de Jair Osipi.

Campeão Paranaense do interior, vice-campeão brasileiro de aspirantes, 12 vezes campeão dos Jogos Abertos do Paraná. Até 2004, ano em que se aposentou definitivamente da seleção maringaense de xadrez, não existia enxadrista no Paraná que nunca tivesse ouvido falar no nome de Victor Adamowski.


O xadrez entrou na vida de Adamowski quando ele tinha pouco mais de 10 anos, e foi literalmente uma caixinha de surpresas. Era comum na época colecionar álbuns de figurinhas e, para cada coleção completada, era possível trocar o álbum por um prêmio. Quando o jovem Victor Adamowski finalmente conseguiu todas as figurinhas para trocar por uma bola de futebol – seu sonho de consumo à época -, foi informado pelo dono da loja que as bolas haviam acabado, o único prêmio que restava era um jogo de xadrez. Parecia que o destino conspirava para o surgimento do grande enxadrista que viria a se tornar.
Foi com esse primeiro tabuleiro que ele aprendeu os primeiros movimentos das peças, e desde então nunca mais largou delas. Além de uma carreira com incontáveis títulos e troféus, possui no currículo um recorde que ainda vai perdurar por longos anos: 45 participações nos Jogos Abertos do Paraná. Desde 1957, ano da 1ª edição dos JAPs, até sua aposentadoria do esporte em 2004, esteve presente em todas as edições do torneio.
Em uma época que não existiam programas de computador e arquivos online das partidas, Victor Adamowski tornou-se uma verdadeira enciclopédia do xadrez. Apaixonado pelo esporte, ele adquiria inúmeros informadores, revistas e livros da época, anotando as variantes que mais lhe agradavam em cadernos. Ao todo, foram mais de 200 cadernos preenchidos com o conhecimento enxadrístico adquirido por seus estudos. Ainda hoje, os cadernos teóricos de Victor Adamowski são uma excelente fonte de conhecimento para quem tem o privilégio de consultá-los.
Adamowski entrou para a equipe de Maringá em 1963, ano que a cidade foi sede dos JAPs. Desde então, assumiu o posto de principal jogador do time, mantendo-se na equipe por duas (alguns consideram até mesmo três) gerações de enxadristas. Tamanho era o respeito que adquiriu como jogador que a organização dos Jogos Abertos do Paraná instituiu, nos anos 80, o Troféu Victor Adamowski, que seria entregue à primeira cidade que vencesse o torneio de xadrez por 3 anos consecutivos. Logo após o troféu ser criado, Maringá acabou ficando com a posse definitiva do troféu.

Quando foi seu primeiro torneio?
Foi em 1949, quando fui campeão do interior e acabei indo para Curitiba disputar o Campeonato Paranaense. O campeão sairia de um melhor de 7, e acabei perdendo de 4 a 0. Naquela época, meu adversário disse que eu tinha uma boa intuição para o xadrez, mas ainda me faltava teoria. Foi aí que eu comecei a comprar livros de xadrez e estudar.

Foi a partir daí que surgiram seus cadernos teóricos?
Comecei a comprar livros, informadores, vários materiais sobre xadrez. Sempre que encontrava algo interessante, anotava em um caderno. Por fim, um caderno acabou sendo pouco para escrever tudo, acabei comprando outro, e mais outro, e assim foram mais de 200 cadernos.

E quando você começou a disputar os Jogos Abertos do Paraná?
A primeira edição dos jogos foi em Londrina, em 1957, em Londrina. Na época, eu jogava por Paranavaí. Eram 3 jogadores por cidade naquela época. Eu venci todas as partidas, mas geralmente nós perdíamos por 2 a 1. Só consegui ser campeão quando comecei a jogar por Maringá.

E como foi sua vinda para a cidade?
Foi meio que por acaso. Estava visitando alguns parentes em Maringá, mas tinha planos de ir morar em Apucarana. Foi quando encontrei o Rubens Carlos de Jesus [tio de Jomar Egoroff, atual capitão da seleção de Maringá], que jogava por Maringá e me convidou a ficar. Acabei ficando na cidade, entrei para o time, que também tinha o Dr. Queenti Matsuura [pai do GM Everado Matsuura], e formamos um time competitivo.

Além de jogador, você também se tornou treinador em Maringá?
Sim. No início, como eu era mais experiente, passava o que eu sabia para meus colegas de time. Depois foram surgindo outras pessoas, alguns mais novos. O Jair Osipi e o Jomar Egoroff, por exemplo, que desde o começo já mostravam que eram diferenciados. Depois surgiu uma nova leva com o Leonardo Facci, o Victor Yamamura, os Kakitani…

E desde que você chegou em Maringá, em 1963, nunca mais saiu do time?
Disputei todas as edições dos Jogos Abertos do Paraná até 2003 [em 2004, apesar de estar oficialmente inscrito na competição e ter o título de vice-campeão naquele ano, Adamowski não viajou com a delegação para Foz do Iguaçu]. Joguei ao lado de muita gente. O Rubens [Rubens Carlos de Jesus] que até já faleceu, o Dr. Queenti [Queenti Matsuura]. Alguns anos depois conheci o Herman Claudius [MI Herman Claudius Van Riemsdijk] em um torneio em Minas Gerais, e ele acabou vindo morar e jogar por Maringá. Teve uma edição que Maringá não tinha time para competir. Eu chamei dois jogadores e inscrevi meu neto para jogar na equipe. Que esporte permite que você jogue lado a lado com um neto? Só no xadrez mesmo.

Qual é o título que você considera o mais importante da sua carreira?
O de Vice-Campeão Brasileiro de aspirantes, em 1967. O torneio foi em Juiz de Fora – MG. Naquela época, me lembro de ter conhecido o Itamar Franco, que era o prefeito da cidade naquela época, e acabou se tornando Presidente da República.

Mais informações acesse: Xadrez Maringá.

Confira o resultado final da competição. Em breve mais matérias especiais e fotos.

sexta-feira, julho 01, 2011

ABERTO DO BRASIL - RESULTADOS DA 3.ª RODADA E EMPARCEIRAMENTO DA 4.ª RODADA.

Confira os resultados da 3.ª rodada do Aberto do Brasil.

Emparceiramento da 4.ª rodada.

MATÉRIA ESPECIAL NO UOL ESPORTE!

Veja no site do UOL ESPORTE a entrevista com um dos maiores fenômenos do xadrez brasileiro. Trata-se da jovenzinha Katherine Vescovi.


Katherine Vescovi vem surpreendendo a todos com seus excelentes resultados e tem tudo para firmar-se entre as maiores enxadrístas brasileiras de todos os tempos.

Fonte: Site do UOL Esporte / Foto: Arquivo Família Vescovi

ABERTO DO BRASIL - MARINGÁ - 2.ª RODADA.

Confira os emparceiramentos da 2.ª Rodada do evento. A 2.ª rodada terá inicio às 13h30.


Na foto o GM Alexandr Fier, um dos favoritos.

NOVIDADE NOS REGULAMENTOS DA FIDE

Por Antônio Bento.

Há novidades direcionadas para o jogador UR (sem rating FIDE) que entram em vigor a partir de 1º de julho de 2011:
1) Em seu torneio válido para rating FIDE se o jogador 'unrated' não pontuar contra jogador com rating FIDE, seu escore será desconsiderado para efeito de cálculo do rating inicial.

2) Se no primeiro torneio também não tiver enfrentado pelo menos 3 jogadores com rating FIDE, seu escore será desconsiderado para efeito de cálculo do rating inicial
3) Nos eventos subseqüentes seus escores - inclusive zero ponto - passam a ser acumulados para formação do seu rating inicial.

4) Nos eventos subseqüentes seus escores mesmo partidas com menos de 3 jogadores também passam a ser acumulados para formação do seu rating inicial.

Novidade no cálculo do rating inicial
Se o jogador 'unrated' fizer mais de 50% dos pontos possíveis em 9 ou mais partidas, o seu rating inicial será igual ao rating médio dos adversários acrescido de 15 pontos, a cada meio ponto que fizer mais de 50% dos pontos.
Então: R(u)=R(a) + 15 (para cada meio ponto acima dos 50%
Exemplo: Se o jogador fizer 5,5 pontos em 9 partidas contra adversários com rating médio igual a 2200, o rating inicial do UR = 2200 +15 (2x0,5).
Outra novidade é a relativa ao coeficiente k para efeito de cálculo de rating de novos jogadores.Enquanto não tenham completado 30 partidas ... o coeficiente será igual a 30 (ao invés de 25), o que implica em maior alavancagem.
O Regulamento de Torneios FIDE (C06) também sofreu várias alterações que impactarão competições iniciadas a partir de 1º de julho de 2011.
1) Para torneios oficiais FIDE a hora de chegada deverá ser a do início da rodada. Portanto não serão tolerados atrasos. Perderá a partida quem não chegar na hora programada.
Para outros torneios aplica-se o disposto nos artigos 6.6 a e 6.6 b da Lei do Xadrez. Significa que fica a critério do organizador aplicar tolerância zero ou admitir atrasos desde que fique especificado no regulamento técnico da competição o período de ausência.
Exemplo: Perderá a partida o jogador que não chegar no prazo de 30 minutos a contar do início da rodada.
2) Propostas de empate podem ser aceitas a qualquer tempo se não houver disposição contrária estabelecida no regulamento técnico. Fica a critério do organizador inibir empates.
3) O jogador que receber carta convite para participar de eventos válidos para rating FIDE, pode se quiser, mencionar doenças pré-existentes e dieta especial e/ou exigências religiosas.
4) O árbitro chefe de competições mundiais e continentais deve ter o título de Árbitro Internacional Categorias "A" ou "B" e na conclusão do evento deve enviar para a FIDE o relatório final.
5) O árbitro, ao efetuar emparceiramento de Torneio Suíço FIDE, deverá usar o programa previsto no regulamento técnico ou aquele anunciado durante o respectivo Congresso Técnico.
6) É recomendável que o Comitê de Apelação (AC) consista de presidente, pelo menos dois membros titulares e dois suplentes. Se possível, o Presidente, os dois efetivos e dois suplentes membros do Comitê devem pertencer a diferentes federações.
Os membros do Comitê de Apelação não podem ter menos de 21 anos.
7) O jogador não deve comentar sobre sua partida enquanto ela estiver em andamento. (Cabe ao árbitro verificar observância)

AI Antonio Bento é Vice Presidente Técnico da CBX, Árbitro Categoria A, representante da FIDE América nas Comissões FIDE (QC e SPP). Primeiro “Lecturer” FIDE a ministrar seminários em língua portuguesa.